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Talk That Talk (Rihanna)

Talk That Talk dispensa apresentações. Guiado pelo carro-chefe “We Found Love”, uma parceria de nossa caribenha favorita com o DJ Calvin Harris, Rihanna nos presenteou com o seu sexto disco de inéditas ainda no fim do ano, na segunda quinzena de novembro. Tendo ótimos precedentes com o indiscutível “Loud” (que emplacou três músicas no topo da Billboard Hot 100), RiRi não só mudou de sonoridade como também de imagem pessoal. Abandonando o visual selvagem e sua cabeleira ruiva, a morena resolveu, pela primeira vez, se despir de seus pecados por completo e apresentar uma obra de arte que retratasse o que todos estávamos buscando há anos.

Diferente de qualquer outro álbum lançado em sua carreira, “Talk That Talk” é, ao mesmo tempo, uma espécie de coletânea com as melhores facetas da cantora montada de uma forma extremamente inovadora e nunca vista antes. Alguém aí consegue encontrar a batida agitada de “Rude Boy”, do “Rated R”? E a ferocidade de “S&M”, de seu disco antecessor? Não poderíamos esquecer as batidas caribenhas de “Lemme Get That”, do jovem e atraente “Good Girl Gone Bad”.

Nesse disco, diferente de qualquer outra cantora pop da atualidade, Rihanna fala de assuntos intimamente ligados a sua vida com uma naturalidade impressionante. Mais do que o próprio amor físico, cada faixa do “TTT” exala sexualidade e auto-controle por parte da moça.

“Talk That Talk” estreou em #3 na “Billboard 200”.

Crítica especializada:

James Lachno, do “The Daily Telegraph”, não poupou elogios ao disco da cantora, afirmando que o “sexto álbum de Rihanna em sete anos é um álbum gigante que reafirma sua posição como um dos prazeres mais compulsivos do pop”, concluindo que “os demônios de seu relacionamento com Chris Brown agora soam totalmente exorcizados – Rihanna canta como se ela estivesse apaixonada pela vida, e quisesse nos levar junto com ela para a festa”.

Melissa Maerz, do “Entertainment Weekly”, deu ao álbum uma crítica positiva, comentando que “é um alívio descobrir que, em seu bem-aventurado sexto álbum… [Rihanna] parou de tentar fazer um som mais resistente”, porém acrescentando que “… aparentemente, o amor nunca foi algo fácil para RiRi, cujos títulos das novas canções incluem ‘We Found Love’, ‘We All Want Love’ e (sim) ‘Drunk On Love’. Estaria ela finalmente admitindo que ser jovem e estar apaixonada por alguém pode ser, você sabe, divertido?”.

Josh Bell, do “Las Vegas Weekly”, deu ao álbum uma crítica mista, afirmando: “Nada aqui possui o imediatismo inegável de ‘Only Girl (In The World)’ ou ‘Umbrella’, mas Rihanna continua carismática, seja trazendo um gostinho do Caribe… ou apresentando adequadamente uma grande balada” (…) “[O álbum] não possui nenhuma canção ruim, mas também não possui nada grande o suficiente”.

Jason Lipshutz, da “Billboard”, também deu ao álbum uma crítica positiva, mais comentou ter sentido que o lançamento foi “apressado”. “Após reaver sua coroa com ‘Loud’… Rihanna não está prestes a fazer qualquer tipo de pausa para deixar que as concorrentes a princesa do pop a ultrapassem”. Ele também disse que “[Talk That Talk é] um álbum com um lançamento estranhamente apressado para o objetivo de ser para os fãs. Por que não esperar um pouco o furor de Loud cessar?”.

Capas:

Tracklist:

Versão standard | Versão deluxe

01. You Da One

02. Where Have You Been

03. We Found Love [feat. Calvin Harris]

04. Talk That Talk [feat. Jay-Z]

05. Cockiness (Love It)

06. Birthday Cake

07. We All Want Love

08. Drunk On Love

09. Roc Me Out

10. Watch N’ Learn

11. Farewell

12. Red Lipstick

13. Do Ya Thing

14. Fool In Love

Crítica do The Breakout:

Começamos o “Talk That Talk” logo com You Da One, segundo single oficial do disco. A faixa, que possui características de dubstep, reggae, dancehall e pop, é de longe a melhor escolha para abrir o novo material musical da morena. Totalmente alegre e auto-astral, não conseguiu se estabelecer por muito tempo na “Billbaord Hot 100”, parada norte-americana que contabiliza as “100 +” da semana, tendo pico na #14. A sonoridade de “You Da One” é comparada por muitos a duas faixas da cantora Britney Spears. A estrutura em si, diga-se de passagem, é semelhante à “Inside Out”, enquanto o break de “Hold It Against Me” em forma de dubstep se relaciona a ponte de “You Da One”.

Prosseguindo nosso trajeto, damos de cara Where Have You Been, uma música excepcional apresentando elementos eletrônicos e caribenhos conjuntos em perfeita harmonia. A letra, que é simples e nada descartável, mostra um pouco do sentimentalismo já conhecido de Rihanna em trabalhos passados. Os vocais denotam ainda mais a evolução pela qual RiRi precisou passar para sobreviver no mercado musical sempre em alta e liderando as cantores de sua geração.

Finalmente We Found Love, o primeiro single do álbum. O maior sucesso da carreira de Rihanna é um misto de emoções e batidas que oferece ao público o melhor da música eletrônica atual. Calvin Harris, que já trabalhou com artistas de peso como Kylie Minogue no mega hit “In My Arms”, resolveu guardar por anos o seu melhor ao entregar para RiRi e sua disposição em divulgar músicas de boa qualidade: o hit não só abriu portas para a caribenha como também para o escocês. Ao som de “Encontramos o amor em um lugar sem esperanças”, é praticamente impossível ouvir a canção e permanecer imóvel enquanto a batida que introduz o refrão começa a surgir piedosa e incansável. “We Found Love” permaneceu durante 10 semanas não consecutivas no topo da “Billboard Hot 100”.

Pulando para a faixa-título, Talk That Talk não é apenas um dueto qualquer que está presente na tracklist do disco para “fazer volume”. Ao som de duas grandes vozes da “black music”, Rihanna resolveu relembrar os bons tempos de “Umbrella” e convidou Jay-Z para gravar o melhor dueto do gênero (até o momento). Oficialmente anunciado como terceiro single, a canção possui origens óbvias do Hip-Hop e R&B norte-americanos, sem mencionar o auxílio de sintetizadores (presentes em todo o álbum).

Cockiness (Love It) não é só a faixa mais agressiva do disco, como também a mais sexualmente explícita. E isso deveria ser algo errado? Claro que não. Com sua influência caribenha presente não só na sonoridade como também no sotaque de RiRi e na sua maneira de pronunciar os versos (era “Man Down”), é o tipo de canção própria para adultos. Não aprova? Rihanna deixa seu recado: “Chupe minha ousadia, lamba minha persuasão, tome meu veneno e engula seu orgulho”.

Birthday Cake nada mais é do que uma introdução para “We All Want Love”, mas foi tão bem produzida e aceita que os fãs imploraram para RiRi lançar a versão completa da música (até o momento não liberada). Ao som de inúmeros “cake”s pronunciados em “loop”, é aquela “maldita” canção chiclete que gruda em sua mente e não desgruda por nada. Você pode até tentar ouvir “Only Girl (In The World)” para tentar se esquecer de “Birthday Cake”, mas, desista: ela estará lá esperando por você, em todos os lugares e momentos de sua vida.

Atingimos a parte do “TTT” mais tranquila logo que We All Want Love se inicia. Mais suave do que qualquer faixa tocada anteriormente, é uma canção de menor importância, mas que não deve ser desprezada apenas por sua simplicidade. Sua letra, porém, ultrapassa qualquer outra do disco e prova seu valor, não só demonstrando sinceridade como belos arranjos esculturais: “Todos querem alguma coisa. O que você está vivendo? Todos precisam de alguma coisa e estão lutando por alguma coisa. Sei pelo que você está lutando, pois todos nós queremos alguém para abraçar. Todos querem ser únicos e exclusivos de alguém. Ninguém quer ficar assustado e sozinho”.

Após passarmos a alma do disco (“We All Want Love”), chegamos agora ao coração com Drunk On Love. Diferente de qualquer outra balada já apresentada por Rihanna, esta se mostra sem sombra de dúvidas a mais dolorosa e profunda. Talvez sua fórmula secreta esteja nos vocais tocantes do refrão, talvez nas batidas que nos causam uma “ressaca” tristonha. Assim como outras pérolas da cantora, “Drunk On Love” não é apenas um desabafo adolescente cantado por uma moça de 23 anos, mas sim um grito angustiante pedindo por liberdade de uma mulher que teve seu coração partido.

Roc Me Out! Não, não estamos ouvindo a versão 2.0 de “Rude Boy” ou “Hard”, mas sim uma faixa inédita com novos elementos já presentes em trabalhos antigos de RiRi. Não é apenas viciante, pois, tudo que vicia é de certa forma negativo. “Roc Me Out” é a típica música produzida para ser um single de bom êxito; se será, não sabemos, embora sua a fórmula de sucesso esteja presente em cada verso e refrão proclamado.

E quando pensamos que Watch N’ Learn amenizará a força esmagadora do disco, nos enganamos. A vice de “Cockiness (I Love It)” é tão explícita quanto qualquer outra música de Srtª Spears para o álbum “Blackout”, concretizando ainda mais o lado sexual na carreira de Rihanna obtido com o lançamento de “S&M” como single do “Loud”.

Encerrando a versão standard do disco, nos despedimos com Farewell, a faixa solitária que deveria estar presente em todo e qualquer disco pop. Mais do que vocais poderosos, sua letra extravasa emoção e nos prova mais uma vez o ótimo gosto que Rihanna possui ao escolher a dedo os compositores de seus álbuns. “Eu vou tentar me segurar, tentar segurar minhas lágrimas oara que isso não faça você querer ficar. Tentarei ser adulta agora porque eu não quero ser a razão pela qual você não vive”.

Iniciando as faixas bônus do disco, nos deparamos com Red Lipstick, a faixa quase legal e pouco excitante presente nesta raridade do pop. Nem sua letra consegue salvar a música, que passa direto do sexy e chega ao vulgar.

Do Ya Thang, a única faixa bônus “cool”, nos remete a “You Da One” e é mais animada do que alguns sucessos de RiRi, como o dueto “Raining Men” com a rapper Nicki Minaj.

Encerrando de vez o “Talk That Talk”, concluímos que seu fim não deveria ter ultrapassado a versão standard e chegado na deluxe, que apresenta faixas pouco interessantes e fracas. Fool In Love é um clone não idêntico de “Drunk On Love”, perdendo apenas para sua falta de força e leve tédio.

Videoclipes:

Ensaio fotográfico:

Acesse a galeria de imagens do Rihanna No Brasil para acessar o ensaio promocional do álbum “Talk That Talk”.

3 comentários em “Talk That Talk (Rihanna)

  1. Rihanna é uma diva , amo amo amo !

  2. Eu amo a RIHANNA

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